A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) ouve o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nesta terça-feira (23/6) no âmbito do inquérito que apura a apreensão de uma arma registrada em seu nome e encontrada com um agente do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) durante uma blitz no Distrito Federal.
Uma viatura da corporação chegou ao Condomínio Solar de Brasília, onde Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária, por volta das 14h35. O depoimento estava marcado para as 15h.
A oitiva foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou que o procedimento ocorresse de forma presencial no endereço do ex-presidente.
Na decisão, Moraes apontou que as restrições ao uso de comunicações eletrônicas impedem a realização do depoimento por videoconferência. O caso é investigado pela 17ª Delegacia de Polícia, em Taguatinga Norte.
Entenda o caso
A arma foi apreendida em 15 de junho por policiais militares, no Pistão Norte, em Taguatinga.
O armamento estava em posse de um sargento do Exército Brasileiro, identificado como Estácio Leite da Silva Filho, ligado ao GSI.
Em depoimento, o policial militar responsável pela abordagem relatou que o integrante do GSI afirmou trabalhar para Bolsonaro e, após ser questionado pelos agentes, informou que a pistola pertencia ao ex-presidente.
Segundo o agente, a arma foi entregue a ele, em 15 de junho, para verificação de uma falha mecânica. A intenção, ainda de acordo com o depoimento, era concluir o serviço e devolver o armamento no dia 16.
Diante do caso, a PCDF instaurou um inquérito para apurar as circunstâncias da posse e da circulação da arma e comunicou a abertura da investigação ao ministro Alexandre de Moraes.
Bolsonaro cumpre prisão domiciliar humanitária após ser condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.
O que diz a defesa de Jair Bolsonaro
Em manifestação apresentada ao STF, a defesa de Jair Bolsonaro afirmou ter entregado a arma ao agente após constatar uma falha mecânica no armamento.
Segundo a defesa, a pistola estava sem condições de uso, porque integrantes da equipe de segurança haviam retirado o percussor da arma sem o conhecimento do ex-presidente.
Os advogados ressaltaram que Bolsonaro manipulou a arma e viu que não estava funcionando. Por isso, pediu que um dos agentes que atuam em sua segurança pessoal levassem a arma para consertar.
Os defensores ainda apresentaram ao Supremo um certificado que autoriza o ex-presidente a ter a pistola.
Metrópoles