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PF mira servidores suspeitos de desviar R$ 4 milhões da Universidade Federal de Lavras

PF e CGU investigam suspeitas de atestes falsos, notas fiscais irregulares e desvio de recursos públicos


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A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (6), a Operação Malversação para investigar um suposto esquema de fraudes em contratos administrativos da Universidade Federal de Lavras (UFLA), em Minas Gerais. Segundo as investigações, o prejuízo aos cofres públicos pode chegar a R$ 4 milhões.

De acordo com a PF, as irregularidades teriam ocorrido entre 2021 e 2022, durante a execução de contratos destinados à compra de materiais de construção e outros insumos. A apuração aponta indícios de participação de servidores públicos e particulares em um esquema que envolvia o ateste irregular do recebimento de mercadorias, pagamentos indevidos e movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada por alguns dos investigados.

Os investigadores também identificaram possíveis fraudes na execução de pregões eletrônicos. Conforme a Polícia Federal, há suspeitas de que notas fiscais tenham sido emitidas sem que todos os materiais descritos fossem efetivamente entregues à universidade, embora os pagamentos tenham sido realizados com recursos públicos.

A operação mobilizou 56 policiais federais e contou com o apoio de seis servidores da Controladoria-Geral da União (CGU), que auxiliam na análise das supostas irregularidades.

As investigações continuam para esclarecer como o esquema funcionava, identificar todos os envolvidos e calcular o prejuízo total causado ao patrimônio público.

O nome da operação, Malversação, faz referência ao uso irregular ou ao desvio de recursos públicos, conduta que está no centro das apurações conduzidas pela Polícia Federal.

Metrópoles


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