Brasil

Professores de escolas particulares de BH denunciam pressão durante greve

Sinpro-MG afirma ter recebido relatos de intimidação e prepara denúncia ao Ministério Público do Trabalho.


Imagem de Capa

Instagram Facebook Youtube Twitter

ACESSE NOSSAS REDES SOCIAIS
PUBLICIDADE

Professores de escolas particulares de Belo Horizonte afirmam estar sofrendo pressão de direções para deixar a greve iniciada pela categoria. Os relatos foram encaminhados ao Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro-MG), que notificou instituições de ensino e informou que pretende levar as denúncias ao Ministério Público do Trabalho (MPT).

A paralisação por tempo indeterminado foi aprovada em assembleia na quarta-feira (16). A decisão ocorreu após os docentes rejeitarem uma proposta do Sindicato das Escolas Particulares de Minas Gerais (Sinepe-MG) para separar, a partir de 2027, as convenções coletivas dos professores da educação básica e do ensino superior.

Segundo a presidente do Sinpro-MG, Valéria Morato, o sindicato recebeu diversas denúncias de abordagens individuais e possíveis casos de assédio. Ela também afirmou que algumas instituições teriam colocado estagiários e monitores para assumir atividades em sala durante a paralisação.

O sindicato informou que sua equipe jurídica estava preparando a documentação para encaminhar o caso ao MPT ainda nesta quinta-feira (17). A entidade também afirmou que as escolas foram comunicadas sobre o entendimento do sindicato quanto à legalidade da greve.

O Sinepe-MG, por sua vez, negou ter orientado ou registrado casos de assédio contra professores. A entidade declarou que as escolas precisam se organizar para comunicar famílias e estudantes sobre o funcionamento das instituições. O sindicato patronal também questiona a paralisação na Justiça e afirma que a greve seria abusiva e ilegal.

Representantes do Sinpro-MG e do Sinepe-MG se reuniram nesta quinta-feira para discutir a situação. De acordo com Valéria Morato, os empregadores apresentaram a possibilidade de alterar duas cláusulas, mas os detalhes ainda não haviam sido informados.

Uma nova assembleia dos professores está prevista para sexta-feira (18), quando a categoria deve avaliar a continuidade da greve. Também estão programadas manifestações na Praça da Assembleia, no bairro Santo Agostinho.

O Sinpro-MG estima que aproximadamente 700 professores de 34 escolas tenham aderido à paralisação. Já o Sinepe-MG afirma que a maioria das instituições continua funcionando e que seis das 811 escolas particulares da capital relataram dificuldades.

metrópoles


NOTÍCIAS RELACIONADAS

Mais lidas de Brasil veja mais
Últimas notícias de Brasil veja mais