Brasil

Anvisa proíbe venda irregular de insulina e produtos anunciados como tirzepatida

Medidas atingem uma insulina distribuída sem autorização e seis produtos comercializados pela internet sem regularização sanitária


Imagem de Capa

Instagram Facebook Youtube Twitter

ACESSE NOSSAS REDES SOCIAIS
PUBLICIDADE

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta terça-feira (6), a proibição da comercialização de uma insulina glargina distribuída de forma irregular e a apreensão de seis produtos vendidos pela internet como peptídeos e medicamentos.

As medidas envolvem produtos que não possuem a regularização sanitária exigida no Brasil. No caso da insulina, a determinação alcança todos os lotes de glargina de 3 mL/100 UI distribuídos pela empresa Costa Mar Comércio Licitatório Ltda.

Segundo a Anvisa, a empresa não tinha Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE), documento necessário para a distribuição de medicamentos.

Insulina distribuída sem autorização

A irregularidade foi identificada durante uma fiscalização realizada pela Vigilância Sanitária Municipal de Petrópolis, no Rio de Janeiro, em 9 de setembro. Os agentes constataram que a empresa não funcionava no endereço registrado e não encontraram licença sanitária no local.

Diante da situação, a Anvisa determinou a proibição da comercialização, distribuição, importação, propaganda e uso da insulina relacionada à empresa.

A AFE é concedida pela Anvisa a empresas que realizam atividades envolvendo produtos sujeitos à vigilância sanitária, como fabricação, armazenamento, distribuição, importação e transporte de medicamentos.

Seis produtos vendidos pela internet são alvo de apreensão

A agência também proibiu a fabricação, armazenamento, venda, distribuição, transporte, propaganda e uso de seis produtos comercializados no site Peptídeos do Brasil.

De acordo com a Anvisa, os itens não tinham registro, notificação ou cadastro na agência. Além disso, o fabricante não foi identificado. Apesar de serem anunciados como produtos destinados a pesquisas, foram encontrados indícios de que poderiam ser utilizados em seres humanos.

A determinação também alcança pessoas físicas e empresas envolvidas na comercialização ou divulgação dos produtos.

Entre os itens estão produtos das marcas Alluvi Healthcare, Oxygen KW Pharma e Synedica Labs. São eles:

BPC157 & TB500 40 mg, da Alluvi Healthcare;

NAD+ 1000 mg, da Synedica Labs;

Tirzegen 60 mg Tirzepatida, da Oxygen Pharm;

Retagen 40 mg Retatrutide, da Oxygen Pharm;

Glow GHK-CU 70 mg, da Alluvi Healthcare;

Retatrutide 40 mg, da Alluvi Healthcare.

O Tirzegen 60 mg era divulgado como tirzepatida, princípio ativo utilizado no Mounjaro. Já o Retagen 40 mg e o Retatrutide 40 mg eram apresentados como produtos à base de retatrutida.

A retatrutida ainda está em fase de estudos clínicos e não possui medicamento registrado no Brasil com essa substância.

Metrópoles


NOTÍCIAS RELACIONADAS

Mais lidas de Brasil veja mais
Últimas notícias de Brasil veja mais