Diário da Amazônia

É preciso ter cuidado com a falsificação das siglas e dos nomes dos partidos políticos

Confira a coluna


Imagem de Capa

Foto: Reprodução

PUBLICIDADE

O verde exato

Quando se fala em hidrogênio verde e pecuária verde não está se tratando de política, embora exista um "Partido Verde" que não tem necessariamente vinculação com o hidrogênio ou a pecuária verdes. Aliás, assim como há partidos "liberais" que pregam autoritarismo e "cristãos" que pregam violências, há na Coreia do Sul o "Partido do Poder Popular", que é de direita. É preciso ter cuidado com a falsificação das siglas e dos nomes dos partidos políticos que se tornam o oposto do que fingem pregar.

 No caso do hidrogênio verde, não se trata de algum ideal a se concretizar por política ou eleições, mas de apresentar uma tecnologia que a partir da eletrólise da água por meio de fontes renováveis como a eólica e a solar venha a gerar energia elétrica e combustível sem emporcalhar a atmosfera com carbono. Aliás, pode-se dizer que o Estado brasileiro fez a sua parte, com a aprovação da Lei 14.948/2024, que define bases jurídicas para a produção do assim chamado hidrogênio verde.

Ninguém acredita que a pecuária verde vai transformar boi em Hulk. É apenas uma imagem para mostrar a diferença entre pecuária sustentável, que visa a reduzir impactos sobre o meio ambiente, e as práticas antieconômicas. Nesse sentido, o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia e o Sindicato dos Produtores Rurais (PA) já demonstraram que a pecuária verde valoriza e melhora a produção de carne, leite e derivados.

As conspirações

Temos conspirações para todos os gostos e credos nos partidos políticos. No Republicanos, presidido pelo empresário Aparício Carvalho, ex-deputado federal e vice-governador, os deputados federais Lucio Mosquini (Ouro Preto do Oeste) e Thiago Flores (Ariquemes) estão prontos para dar o bote e assumir a legenda. No União Brasil é batata a queda dos manos Gonçalves no comando desta importante agremiação. A teia de aranha está formada. Tempos conspirações também na Associação Rondoniense dos Municípios, onde prefeitos (e temos alguns pilantras no meio) que afundaram a entidade tentam aplicar um golpe no atual presidente, o ex-prefeito Hildon Chaves. É coisa de louco!

Entrando em campo

A impressão que se tem é que o governador Marcos Rocha (União Brasil), que pretende disputar uma cadeira no Senado no próximo ano, já escolheu seu candidato ao governo estadual para as eleições de 2026. Trata-se do vice-governador Sérgio Gonçalves (União Brasil), que assumirá o cargo em meados de 2026, substituindo o atual mandatário, e concorrerá à reeleição.

Os indícios? Rocha tem delegado a Sérgio diversas frentes de trabalho estaduais e visitas aos municípios. Além disso, o vice-governador tem se tornado cada vez mais presente na mídia, frequentando emissoras de rádio e televisão para apresentar suas propostas.

As composições

O desafio de Rocha, que tem se revelado um estrategista, é não desunir o partido, já que no União Brasil, existe também a pretensão do deputado federal Fernando Máximo de disputar o governo estadual. Mas se Sergio Gonçalves dá pistas de ser o escolhido do governador Marcos Rocha para sua sucessão e ele quer evitar a concorrência ao Senado de Fernando Máximo, muito forte na capital, alguém deverá ser o sacrificado. Neste momento, se quiser disputar o CPA Rio Madeira ou uma cadeira ao Senado é mais seguro Fernando Máximo cair fora do União Brasil e buscar outro guarda-chuva para as eleições 2026.

Primeiras impressões

Os indícios atuais, pelo comportamento desenvolvido pelos interessados nas eleições 2026, é que teremos Sergio Gonçalves (União Brasil), Confúcio Moura (MDB), Hildon Chaves (PSDB) e Marcos Rogério (PL) disputando o governo estadual. Na peleja ao Senado, o governador Marcos Rocha (União Brasil), Fernando Máximo (possivelmente pelo Podemos), Silvia Cristina (PP) e possivelmente Lucio Mosquini (talvez no Republicanos?), além do pecuarista Bruno Scheidt, o único com aval do ex-presidente Jair Bolsonaro. Se vê o bolsonarismo rachado até o talo e pedindo para levar pau nas eleições de 2026.

Pata de coelho

Nos meios políticos tem se comentado que o ex-senador Acir Gurgacz (PDT) tem funcionado como uma verdadeira pata de coelho, aquela da sorte, para eleger deputados federais, casos de Marcos Rogério, que atualmente é senador e Silvia Cristina, atual deputada federal. Pergunta-se qual será o próximo ungido, na campanha do ano que vem, para receber as bênçãos do cardeal pedetista? Em Porto Velho já se sabe, que temos como ungido, o dirigente Célio Lopes, que teve uma grande votação na peleja pela prefeitura da capital. Mas existem outros nomes do interior na peleja buscando o mesmo apoio.

Via Direta

*** Não bastasse os carapanãs abundantes nesta época do ano, alguns bairros padecem com infestação de caramujos africanos subindo nos muros e nas paredes das residências em Porto Velho *** As pragas se espalham pela capital rondoniense. As autoridades sanitárias municipais e estaduais devem se pronunciar a respeito e agir *** Se precisasse alguma prova de que o prefeito a capital Leo Moraes está realmente trabalhando é só observar o seu perfil. Na campanha e nestes primeiros meses de mandato já perdeu uns 20 quilos. Este não precisa nem ir para a academia *** Os lojistas estão chiando. Cadê o dinheiro? O dinheiro sumiu do mapa. Os negócios estão meia boca. Até os supermercados andam chiando do movimento...

Carlos Sperança

Mais lidas de Diário da Amazônia
Últimas notícias de Diário da Amazônia