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Ritual, ciúmes e pena de morte: a história da mulher que será executada

Christa Pike foi considerada culpada em 1995 pela tortura e assassinato de Colleen Slemmer


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Aos 48 anos, Christa Pike deverá se tornar a primeira mulher executada pelo estado do Tennessee, nos Estados Unidos, desde 1819. Com a pena capital agendada para a próxima quarta-feira (30), a defesa da condenada tenta mobilizar um pedido de clemência ao governador republicano Bill Lee, embora interlocutores e analistas locais considerem mínimas as chances de interrupção do cumprimento da sentença.

Christa foi considerada culpada em 1995 pela tortura e assassinato de Colleen Slemmer, em Knoxville. O crime foi cometido juntamente com Tadaryl Shipp, o namorado de Christa à época, e uma amiga, Shadolla Peterson. Christa e Colleen tinham apenas 18 anos quando o crime ocorreu. A assassina e o namorado estariam participando de um culto satanista.

O caso ganhou atenção nacional devido à sua natureza violenta. Em 12 de janeiro de 1995, Colleen foi atraída para uma área arborizada no campus agrícola da Universidade do Tennessee por Christa e os comparsas. Eles espancaram e esfaquearam a vítima várias vezes, chegando a entalhar um pentagrama no peito. Um zelador encontrou o corpo de Colleen no dia seguinte, relatou o "Mirror US".

Da esqueda para a direita) Christa Pike, Tadaryl Shipp e Shadolla Peterson à época do crime (Foto: Reprodução)

Pike aguarda a data no corredor da morte e, segundo relatos de advogados e pessoas próximas, está "aterrorizada" diante da perspectiva de uma morte dolorosa por injeção letal. O protocolo adotado pelo estado do Tennessee prevê a aplicação de uma dose única de pentobarbital enquanto a condenada permanece fixada a uma maca.

Pedido incomum a dias da execução

A poucos dias do procedimento, a defesa de Christa encaminhou um pedido especial às autoridades estaduais: que a equipe encarregada de conduzir a execução seja composta exclusivamente por mulheres. A solicitação inclui a presença de testemunhas oficiais e de familiares da vítima durante a aplicação da pena.

De acordo com a equipe legal da ré, o pedido se fundamenta no histórico de severos abusos físicos e sexuais sofridos por Christa ao longo da infância, perpetrados por homens desde quando ela tinha apenas dois anos de idade. Até o momento, o governo do Tennessee não se manifestou publicamente sobre a concessão do pleito.

O crime: ritual, tortura e ciúmes

O caso ganhou ampla repercussão nacional nos Estados Unidos em 1995 devido à extrema violência envolvida. Na noite de 12 de janeiro daquele ano, Colleen Slemmer — uma jovem de 18 anos vinda da Flórida em busca de oportunidades no Tennessee — foi atraída por Christa, pelo então namorado desta, Tadaryl Shipp, e por uma amiga do casal, Shadolla Peterson, para uma área de mata no campus agrícola da Universidade do Tennessee, em Knoxville.

Segundo a acusação, o crime foi motivado por ciúmes: Christa acreditava que Colleen estivesse tentando "roubar" seu namorado e orquestrou o ataque contra a jovem. Tadaryl aceitou participar da ação como uma forma de provar sua fidelidade à companheira. Na época, os dois alegavam envolvimento com rituais de ocultismo.

No local, a vítima foi brutalmente espancada e esfaqueada sucessivas vezes. Os agressores chegaram a entalhar um pentagrama no peito de Colleen. O corpo foi localizado na manhã seguinte por um zelador da instituição. Como "lembrança" do ato, o casal guardou um pedaço do crânio da vítima.

Christa Pike foi julgada e considerada culpada no mesmo ano, recebendo a sentença de morte por homicídio qualificado e tortura, tornando-se a mulher mais jovem a integrar o corredor da morte nos Estados Unidos na era moderna do sistema judiciário americano

D24am


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