A família de Hebert Douglas, de 23 anos, recebeu com indignação o relatório da Polícia Civil do Ceará sobre a investigação da morte do jovem, ocorrida durante uma festa na ExpoIguatu, no Ceará, no dia 6 de setembro. Segundo a advogada da família, Márcia Teixeira, o documento não indicia os seguranças do evento que, de acordo com a família, aparecem em vídeos agredindo o jovem.
Douglas morreu após ser agredido durante a festa. Ele havia se mudado para o Ceará cerca de três meses antes em busca de novas oportunidades. Sargento temporário do Exército, o jovem estava no estado acompanhado de familiares.
De acordo com Márcia Teixeira, a divulgação do relatório causou revolta entre os familiares, principalmente pela ausência de indiciamento dos profissionais de segurança que aparecem nas imagens relacionadas ao caso.
A advogada afirma que os vídeos mostram seguranças envolvidos nas agressões contra Douglas, inclusive em momentos em que o jovem teria sido enforcado e agredido. Para a defesa da família, a não inclusão desses profissionais entre os indiciados é um dos principais pontos de discordância em relação às conclusões da investigação.
Márcia afirma que a família não pretende encerrar a busca por respostas com a conclusão apresentada pela Polícia Civil. Segundo ela, serão adotadas as medidas jurídicas cabíveis para contestar o resultado da investigação e buscar o esclarecimento da participação de todas as pessoas que, na avaliação da defesa, possam ter contribuído para a morte do jovem.
A advogada informou ainda que pretende recorrer e continuará acompanhando o caso junto aos órgãos responsáveis.
Portal SGC