Outra mulher que afirma ter sido vítima do pastor Aluízio Vidal leu uma carta, aos prantos, durante uma reunião com um grupo de irmãos da igreja. No texto, ela relatou as acusações que já havia feito contra o pastor e manifestou indignação com a forma como afirma ter sido tratada pela instituição após procurar ajuda.
Durante a leitura, a mulher disse que não tem mais condições de continuar tentando provar o que aconteceu. Segundo ela, embora tenha mensagens e amigas que teriam visto conversas mantidas com Aluízio Vidal, a ausência de testemunhas teria dificultado a comprovação das denúncias.
"É a palavra dele contra a nossa o tempo inteiro", afirmou.
A mulher também declarou que, na época em que apresentou as acusações, o pastor teria recebido acolhimento de integrantes da liderança da igreja, enquanto ela teria recebido apenas uma visita de um presbítero e nenhuma mensagem de outros membros da liderança.
Segundo o relato, as situações denunciadas teriam sido tratadas como "brincadeiras", "maus entendidos", "amor demais" ou "carinho demais". Ela afirmou ainda que outras mulheres teriam passado por situações semelhantes.
"A minha vida, e de tantas outras mulheres, e são várias, está sendo dilacerada todos esses anos pela dor do silêncio e a vergonha da exposição", declarou.
Na carta, a mulher classificou o que afirma ter vivido como crime e disse esperar que o caso sirva de aprendizado para a igreja, para a liderança e para os pais de meninas que frequentam a instituição.
Ao final, afirmou que deixa a igreja machucada, ferida e frustrada, mas diferenciou a relação com a instituição da fé cristã.
"Eu saio da Igreja machucada, ferida e frustrada, não com Cristo, porque esse jamais me desamparou, mas com os homens e mulheres que se acovardaram diante de pedidos de socorro de várias mulheres em todos esses anos", afirmou.
Ela terminou dizendo que as mulheres que fizeram os relatos não estão mais sozinhas e citou um trecho bíblico sobre aquilo que está oculto vir a ser revelado.
Portal SGC