Uma sequência de cinco homicídios registrados em São Paulo em menos de um mês chamou a atenção nas redes sociais. Os corpos foram encontrados em diferentes pontos da capital, sendo que quatro deles apresentavam algum tipo de semelhança na forma como foram abandonados, incluindo o uso de sacos plásticos.
A sequência começou em 5 de setembro, quando garis encontraram um corpo dentro de um saco plástico preto na Rua Contos Gauchescos, no Jabaquara, zona sul da cidade. O cadáver estava amarrado e havia sido deixado em um canto da via. A identidade da vítima ainda não foi confirmada, e o caso é investigado pelo 16º DP (Vila Clementino).
Casos levantaram suspeitas nas redes sociais
Os dois casos seguintes aconteceram em 10 de setembro, na zona leste. Em um intervalo inferior a 24 horas, a Polícia Militar encontrou dois cadáveres a menos de 3 quilômetros de distância um do outro.
O primeiro estava em um terreno baldio na Rua Zenichi Sato, no bairro Colônia. O corpo estava amarrado, coberto por um cobertor e com a cabeça envolta em sacos plásticos. As condições encontradas dificultaram a identificação da vítima. A chuva também prejudicou a análise inicial do cadáver.
O segundo corpo foi localizado na Rua Osmano Ungaretti, na Vila Chuca. A vítima era uma mulher e estava enrolada em um cobertor e dentro de um saco plástico. Ela apresentava ferimentos provocados por arma de fogo. Os dois casos foram registrados no 53º DP (Parque do Carmo).
Quarto caso teve características diferentes
Em 19 de setembro, outro corpo foi encontrado na zona norte de São Paulo. Desta vez, a vítima estava esquartejada e teve as partes colocadas em sacolas plásticas antes de serem abandonadas em uma área de difícil acesso no Jaçanã.
Moradores encontraram os restos mortais e acionaram a polícia. A vítima foi identificada posteriormente como Murilo Sanches dos Santos, que estava desaparecido. Uma mulher que se apresentou às autoridades reconheceu o cadáver como sendo do sobrinho.
O caso foi encaminhado ao 73º Distrito Policial, responsável pela investigação.
Último corpo foi encontrado no Parque Ecológico do Tietê
O quinto caso ocorreu em 2 de outubro, quando policiais militares localizaram um corpo no Parque Ecológico do Tietê, próximo ao CT Joaquim Grava, na zona leste da capital.
O homem estava dentro de um saco plástico, com braços e pernas amarrados com fita adesiva. Ele ainda não havia sido identificado. A vítima vestia uma camiseta vermelha e uma calça de moletom cinza.
Inicialmente, não foi possível determinar o tipo de ferimento. No entanto, um delegado que acompanhou a ocorrência afirmou haver indícios de morte violenta.
Polícia não confirma relação entre os crimes
A sequência de casos levou internautas a levantar a hipótese de que os homicídios poderiam estar relacionados e até a especular sobre a existência de um possível serial killer em São Paulo.
Perfis dedicados a crimes reais também passaram a reunir informações sobre as ocorrências e apontar possíveis semelhanças entre elas. No entanto, até o momento, não há confirmação oficial de que os crimes tenham sido cometidos pela mesma pessoa.
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, delegado Nico Gonçalves, afirmou ao Metrópoles que ainda é cedo para determinar as circunstâncias dos homicídios ou afirmar a existência de um serial killer.
Segundo ele, os casos permanecem sob investigação.
Metrópoles