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"A Pele Morta" celebra diversidade latino-americana na abertura do Festival de Brasília

Filme reúne diferentes culturas e idiomas latino-americanos na abertura do 59º Festival de Brasília.


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O longa-metragem "A Pele Morta" abriu a programação do 59º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro com uma história marcada pela diversidade cultural da América Latina. A produção reúne elementos do Brasil, Paraguai e Uruguai e apresenta diálogos em português, espanhol e guarani.

Inspirado na trajetória do Brô MCs, grupo formado por rappers indígenas, o filme acompanha uma narrativa ambientada na região de fronteira entre Brasil e Paraguai. O elenco conta com o ator e cantor guarani-kaiowá Luan Iturve, além dos uruguaios César Troncoso e Ivana Gomez, do Paraguai.

A presença de diferentes idiomas foi incorporada à produção como parte da identidade da história. Para Luan Iturve, interpretar um personagem em guarani também representa levar sua origem e seu território para o cinema brasileiro.

Produção começou em 2014

A história de "A Pele Morta" começou ainda em 2014, quando o projeto foi idealizado pelo cineasta e professor da Universidade de Brasília (UnB) Geraldo Moraes, que morreu em 2017.

O filme foi finalizado em 2018, sob produção de Solange Moraes, esposa do cineasta. A direção ficou com Denise Moraes e Bruno Fatumbi Torres, filhos de Geraldo, e o roteiro foi desenvolvido pelos pais em parceria com o pesquisador Daniel Tavares.

A estreia ocorreu anos depois, durante a abertura do Festival de Brasília, realizada no Cine Brasília.

Para os filhos do cineasta, a conclusão da obra representa também a continuidade do trabalho deixado pelo pai. Denise destacou o esforço da família para manter o projeto em andamento após a morte de Geraldo.

Cinema e identidade

Além da história ambientada na fronteira, o filme reúne profissionais de diferentes nacionalidades e valoriza elementos culturais latino-americanos.

A escolha do Festival de Brasília para a primeira exibição também ganhou significado especial para a equipe. O evento tem relação direta com a trajetória de Geraldo Moraes, que além de cineasta, atuou como professor.

A produção também destaca a participação de profissionais do Distrito Federal e a importância das iniciativas públicas para a realização de obras audiovisuais.

Com a estreia, "A Pele Morta" chega ao público após mais de uma década desde a criação do projeto, reunindo cinema, memória e diferentes expressões culturais da América Latina.

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