Marcelo Camargo/Agência Brasil
Como já era esperado, 2025 foi um ano movimentado para a economia brasileira. O período foi marcado por juros em um patamar que não era visto há décadas, instabilidades no comércio internacional e uma inflação que, embora mais controlada, segue resistente em alguns setores.
De acordo com análises realizadas no fim do ano, a economia brasileira encerra 2025 com sinais de desaceleração no ritmo de crescimento. As projeções do Produto Interno Bruto (PIB) ficaram entre 2,1% e 2,5%, resultado impulsionado principalmente pela forte safra agrícola. Em contrapartida, os setores da indústria e dos serviços apresentaram perda de força ao longo do ano.
Apesar do cenário desafiador, o mercado de trabalho apresentou resultados positivos. A taxa de desemprego seguiu em queda, indicando resiliência do nível de emprego e da renda no país, conforme avaliação do economista Otacílio Moreira.
Outro ponto de atenção em 2025 foi o endividamento das famílias. Dados do Serasa indicam que cerca de 80% das famílias brasileiras estão endividadas, fator que gera preocupação para o consumo e para o equilíbrio financeiro dos lares, segundo o economista.
Para 2026, a perspectiva é de um crescimento econômico mais baixo no Brasil. O cenário projetado considera a manutenção de juros elevados, inflação sob controle e um mercado de trabalho que permanece resiliente. Ainda segundo Otacílio Moreira, o início do novo ano reforça a necessidade de o governo federal revisar alguns gastos como parte do ajuste econômico diante desse contexto.
Pedro Silva