Foto: Andressa Anholete/STF
Em despacho tornado público ontem (14) onde autoriza a prisão temporária do cunhado de Daniel Vorcaro (do Banco Master), o ministro do STF Dias Toffoli afirma que a Polícia Federal não conseguiu executar a operação no prazo, e que o pedido foi renovado com a informação de que os alvos dos mandados de busca e apreensão viajariam na véspera da segunda fase da operação Compliance.
Os alvos em questão foram o empresário Nelson Tanure e Fabiano Campos Zettel, o cunhado de Vorcaro.
"Causa espécie a esse relator não só o descumprimento do prazo por mim estabelecido para cumprimento das medidas cautelares ordenadas, posto que resta claro que outros envolvidos podem estar descaracterizando as provas essenciais ao deslinde da causa, como a falta de empenho no cumprimento da ordem judicial para a qual a Polícia Federal teve vários dias para planejamento e preparação, o que poderá resultar em prejuízo e ineficácia das providências ordenadas", escreveu Toffoli.
Contudo, de acordo com informações da Band Jornalismo, a Polícia Federal respondeu que equipes e recursos da corporação já haviam sido mobilizadas para outra operação em andamento, a Over Clean, o que inviabilizou o cumprimento imediato da segunda fase da Compliance.
Na mesma manifestação, a PF informou que o transporte de todo o material apreendido para a sede do STF é inviável por apresentar desafio logísticos, além do fato de que parte das provas precisa ser analisada em tempo hábil para evitar o comprometimento do andamento das investigações.
O comunicado da corporação sobre o transporte do material apreendido se refere à atenção demonstrada pelo ministro sobre a integridade das provas. No despacho, o ministro Toffoli determinou que todos os materiais apreendidos fossem "lacrados e acautelados diretamente na sede do Supremo Tribunal Federal".
Portal SGC I Com informações da Band