A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) deflagrou, nesta segunda-feira (10), a Operação Caixa-Preta, contra um grupo investigado por comercializar dados pessoais e cartões de crédito clonados pela internet.
Um dos principais alvos da investigação, Leonardo Gonçalves Amorim, foi alvo de um mandado de busca e apreensão em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Segundo a Polícia Civil, ele seria responsável por coordenar um conjunto de sites utilizados para a comercialização de informações e ferramentas empregadas em crimes virtuais.
De acordo com as investigações, as plataformas eram utilizadas para vender dados sigilosos, bases de informações, cartões de crédito clonados e aplicativos conhecidos como "checkers".
Esses aplicativos, segundo a polícia, podem ser usados para verificar vulnerabilidades em sistemas bancários e obter informações de correntistas que posteriormente podem ser utilizadas em fraudes.
Investigação rastreou movimentações financeiras
A identificação de Leonardo ocorreu após um trabalho de rastreamento digital e financeiro realizado pela Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI).
Os investigadores analisaram registros de transações, dados telemáticos, vínculos entre contas e linhas telefônicas, além da movimentação financeira relacionada ao grupo.
Segundo a Polícia Civil, empresas registradas em nome do investigado apresentavam movimentações superiores ao faturamento anual declarado. Para os investigadores, os valores seriam incompatíveis com a capacidade financeira informada, o que levantou suspeitas sobre a origem dos recursos.
Leonardo também possui outros registros criminais e responde a procedimentos relacionados a crimes cibernéticos, inclusive em outros estados.
Polícia apreende celulares, cartões e notebook
Durante o cumprimento do mandado, os policiais apreenderam oito celulares, um notebook, diversos cartões bancários e chips de telefone celular ainda sem uso.
A operação é coordenada pela Divisão de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DVRCC), por meio da DRCI.
Segundo a Polícia Civil, a investigação continua com o objetivo de identificar outros possíveis integrantes do grupo, rastrear o dinheiro movimentado pelo esquema e reunir novas provas para responsabilizar os envolvidos.
Metrópoles