O candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, afirmou que pretende "fatiar" Petrobras e Banco do Brasil durante o processo de privatização das empresas. Segundo ele, a medida visa aumentar a concorrência nos setores, transformando as duas estatais em algumas empresas privadas.
"Quero que o Banco do Brasil se transforme em três, quatro, cinco bancos para aumentar a concorrência. A Petrobras é a mesma coisa. Cada refinaria, cada região, com um operador", explicou o candidato.
Zema voltou a dizer que pretende fazer um extenso plano de privatizações em seu possível governo, mas recuou e afirmou que só deve vender empresas públicas com finalidade lucrativa.
Perguntado se iria vender empresas como a Caixa Econômica Federal e a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), foi categórico em dizer que não faria.
"De forma alguma. A Caixa é como se fosse um braço do Ministério da Assistência Social", afirmou o candidato durante a sabatina realizada pelos jornais O Globo e Valor Econômico e pela rádio CBN.
Antes, Zema havia dito que, para ele, não teria "vaca sagrada" entre as estatais e que todas poderiam ser vendidas. Ao defender seu projeto privatista, o candidato do Novo disse que o modelo estatal é ineficiente e que quer colocar o dinheiro levantado com as vendas "naquilo que melhora a vida do brasileiro", como saúde e infraestrutura.
"O Brasil hoje exporta petróleo cru e importa derivados. Por causa da ineficiência do nosso modelo estatal, construíram-se as refinarias mais caras da história e o Brasil continua dependente de importar óleo diesel e gasolina", disse Zema.
D24am