A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) prepara um padre para atuar como porta-voz de um direito de resposta contra perfis que divulgaram a informação de que o senador pretende retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.
A equipe de marketing da campanha já elaborou um texto que deverá servir de base para a gravação do religioso. A intenção é reforçar que questões relacionadas à fé não devem ser utilizadas como instrumento político para disseminar informações falsas entre eleitores.
A estratégia foi definida após a circulação de conteúdos que atribuíram a Flávio a intenção de retirar o título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. A campanha afirma que a informação é falsa.
A repercussão do caso ocorreu após a jornalista Maria Cristina Fernandes, do Valor Econômico, afirmar durante participação na GloboNews que havia um movimento de setores da Igreja Católica em reação a uma parcela de evangélicos que estaria tentando retirar de Nossa Senhora Aparecida a condição de padroeira.
Horas depois, a GloboNews publicou uma retratação e informou que a declaração havia sido baseada em um projeto de lei arquivado há quase 20 anos na Câmara dos Deputados.
A proposta mencionada havia sido apresentada em 2007 pelo então deputado federal Victorio Galli (MT), que posteriormente atuou como assessor especial da Presidência durante o governo de Jair Bolsonaro. O projeto previa a retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida, mas acabou arquivado em 2008.
A campanha de Flávio sustenta que a proposta arquivada não tem relação com o senador e busca esclarecer a informação durante a campanha eleitoral.
Metrópoles