A Polícia Federal (PF) ampliou as ações de combate à atuação de facções criminosas durante o processo eleitoral. Nas eleições de 2026, foram realizadas 12 operações relacionadas a esses grupos, contra duas registradas nas eleições gerais de 2022, um aumento de 500%.
O valor dos bens e recursos apreendidos também apresentou crescimento no período. Em 2022, as apreensões somaram R$ 10,2 milhões, dos quais R$ 4,6 milhões eram em dinheiro. Já em 2026, o total chegou a R$ 45,6 milhões, incluindo R$ 30,2 milhões em espécie.
Investigação apura possível acordo com facção na Paraíba
Entre as ações realizadas neste ano está a Operação Zona de Influência, deflagrada pela PF em 29 de setembro. A investigação apura suspeitas de negociação de apoio político-eleitoral entre agentes políticos e integrantes da facção criminosa Nova Okaida, que atua em comunidades da Paraíba.
Entre os alvos da operação estão o deputado estadual Caio Roberto (MDB) e o secretário-chefe do Procon de João Pessoa, Júnior Pires.
De acordo com as investigações, integrantes do grupo criminoso teriam usado o controle territorial de determinadas comunidades para negociar apoio a candidatos e permitir a entrada deles nesses locais para a realização de atividades de campanha.
Em contrapartida, são apuradas suspeitas de pagamentos a uma liderança da facção, financiamento de despesas de um centro comunitário e negociações envolvendo cargos e empregos na administração pública, entre outros possíveis benefícios.
A investigação apura suspeitas de crimes eleitorais, organização criminosa, lavagem de dinheiro, domínio social estruturado e favorecimento ao domínio social estruturado.
As diligências buscam aprofundar a apuração e esclarecer a participação de cada um dos envolvidos. As suspeitas são objeto de investigação.
Metrópoles