Mundo

Omã inicia ofensiva diplomática para amenizar conflito entre EUA e Irã

País mantém conversas com Irã, Arábia Saudita, Catar, Kuwait e Egito, tendo como principais pautas garantir a navegação segura no Estreito de Ormuz


Imagem de Capa

Divulgação via REUTERS

Instagram Facebook Youtube Twitter

ACESSE NOSSAS REDES SOCIAIS
PUBLICIDADE

Omã iniciou nesta segunda-feira (27) uma "ofensiva diplomática regional" com o objetivo de encontrar uma solução política para o conflito entre os Estados Unidos e o Irã.

A iniciativa ocorreu após a Arábia Saudita informar ter interceptado drones lançados a partir do território iraquiano e atribuir a ação a grupos apoiados pelo Irã, gerando preocupações sobre uma maior escalada regional.

Vários países árabes do Golfo Pérsico — incluindo Catar, Kuwait e Omã — condenaram os ataques e expressaram total solidariedade à Arábia Saudita.

O ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, manteve conversas com os chanceleres de Irã, Arábia Saudita, Catar, Kuwait e Egito para discutir esforços de desescalada, segundo o Ministério das Relações Exteriores do país.

As discussões se concentraram na busca por "entendimentos práticos, justos e sustentáveis" por meio de canais políticos e diplomáticos, garantindo a navegação segura pelo Estreito de Ormuz e restaurando o fluxo ininterrupto do comércio e das cadeias de suprimentos globais, afirmou a pasta.

A iniciativa diplomática seguiu-se a um comunicado do Ministério da Defesa da Arábia Saudita, informando a interceptação de vários drones lançados do Iraque que tinham como alvo instalações petrolíferas na Província Oriental e na região de Riade, no reino saudita.

O Iraque afirmou, nesta segunda, que investigaria a alegação saudita sobre os ataques feitos a partir do seu território.

A investigação analisará evidências e informações fornecidas pelos sauditas, segundo um comunicado do Exército iraquiano. A nota não identificou nenhum grupo suspeito nem informou quanto tempo a investigação levaria.

Grupos armados apoiados pelo Irã no Iraque já haviam realizado anteriormente ataques com drones e foguetes contra bases militares dos EUA e outros alvos regionais, inclusive na Arábia Saudita.

O primeiro-ministro iraquiano, Ali al-Zaidi, disse durante uma reunião presencial com o presidente dos EUA, Donald Trump, no início de julho, que seu país enfrentaria as milícias apoiadas pelo Irã no Iraque.

Al-Zaidi não apresentou uma estratégia pública detalhada para alcançar esse objetivo, que não foi atingido por governos iraquianos anteriores.

CNN Brasil


NOTÍCIAS RELACIONADAS

Mais lidas de Mundo veja mais
Últimas notícias de Mundo veja mais