O derretimento nos alpes suíços fez com que os corpos de dois alpinistas belgas, que desapareceram há 34 anos, fossem encontrados por um excursionista no Glaciar Trift, geleira de, aproximadamente, 5 km de extensão, no sul da Suíça, perto da fronteira com a Itália.
Os restos mortais foram encontrados em julho, mas somente agora a polícia local conseguiu fazer o resgate e levá-los para o Instituto de Medicina Legal do Hospital Wallis, em Sion, para identificação.
"Uma comparação direta dos perfis de DNA estabeleceu formalmente que se trata de dois alpinistas que desapareceram na região de Weissmies em 1992″, diz o comunicado da polícia cantonal de Valais — a corporação mantém uma lista de pessoas desaparecidas de casos registrados desde 1925.
Em 4 de setembro daquele ano, a dupla, que não teve os nomes divulgados, apenas as idades (39 e 41 anos), partiu com o objetivo de escalar o cume do Weissmies, que tem mais de 4 mil metros, mas foi surpreendida pelo mau tempo e não conseguiu concluir o trajeto.
Durante as buscas, feitas durante meses após o desaparecimento dos homens, apenas uma mochila foi encontrada.
Casal congelado há 75 anos, lado a lado
Com o recuo das geleiras devido ao aquecimento global, os restos mortais de pessoas desaparecidas nas montanhas há várias décadas são, por vezes, desenterrados.
Em outro caso de repercussão internacional, um casal desaparecido há 75 anos foi achado após uma geleira derreter na Suíça em 2017.
Marcelin e Francine Dumoulin, pais de sete filhos, tinham saído para tirar leite das vacas em um campo no vilarejo de Chandolin, no Distrito de Valais, em 15 de agosto de 1942.
Os corpos estavam deitados um ao lado do outro. Era um homem e uma mulher usando roupas datadas do período da 2ª Guerra Mundial.
"Nós passamos nossas vidas inteiras procurando por eles, sem parar. Nós pensávamos que poderíamos dar a eles o funeral que mereciam um dia", disse a filha mais nova do casal, Marceline Udry-Dumoulin, de 79 anos, ao jornal Le Matin. "Eu posso dizer que, após 75 anos de espera, essa notícia me dá um profundo sentimento de calma", acrescentou.
Metrópoles