O que parecia ser apenas uma espinha no rosto acabou se revelando um problema com o qual Hope Schiefer convive há quase duas décadas. A norte-americana tinha 13 anos quando percebeu uma pequena protuberância e tentou espremê-la. Hoje, aos 32, ela sabe que se trata de um hemangioma, um tumor vascular benigno formado por vasos sanguíneos.
Moradora de College Station, no Texas, Hope contou que sequer havia percebido inicialmente a alteração. Uma pessoa da igreja chamou sua atenção para o pequeno caroço.
"Eu não percebi Betty sozinha, alguém na igreja apontou para ela durante uma de nossas aulas. No começo, parecia um caroço no meu rosto. Inicialmente, pensei que fosse um cisto ou uma espinha particularmente ruim, então tentei espremê-la. Nada aconteceu, e ficou claro que não era uma espinha comum", relatou em um vídeo publicado no TikTok.
Com o passar dos anos, entretanto, a protuberância continuou aumentando. Hope realizou exames como ressonâncias magnéticas, tomografias e ultrassonografias para que os médicos pudessem acompanhar o tumor e sua relação com vasos sanguíneos importantes do rosto.
O crescimento avançou em direção ao pescoço e, segundo ela, é possível sentir o sangue circulando pela região. Em determinados momentos, o hemangioma chega a pulsar de maneira visível.
Hope já passou por duas cirurgias que buscavam bloquear ou reduzir o fornecimento de sangue para o local, mas o tumor não pôde ser removido.
Nova cirurgia pode trazer riscos
Em uma consulta recente, Hope foi informada de que o hemangioma está pressionando um importante vaso sanguíneo do rosto. Uma nova cirurgia, porém, poderia trazer complicações graves, entre elas paralisia ou a formação de um coágulo capaz de atingir os pulmões ou o coração.
Por isso, ela decidiu não se submeter a uma nova intervenção. A maternidade também pesou na escolha: Hope afirmou preferir estar presente para o filho a assumir os riscos de uma cirurgia em busca de um rosto considerado convencionalmente "perfeito".
Outro fator é uma condição descoberta aos 27 anos. Hope foi diagnosticada com síndrome do anticorpo antifosfolípide (APS), doença autoimune associada à formação de coágulos. Segundo ela, a condição pode estar relacionada ao crescimento da alteração e aumenta os riscos de uma operação.
Tumor muda durante o ciclo menstrual
Hope também percebe mudanças no tamanho e na sensibilidade da protuberância. Durante o período menstrual, relata que o local fica maior e mais sensível. Após o nascimento do filho, ela também observou que o crescimento avançou.
Correio 24h