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Corrida por IA aumenta cautela entre investidores

Discussões sobre segurança e possível desaceleração regulatória levantam dúvidas sobre valorização das empresas de tecnologia


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Ilustração gerada por IA

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As ações de empresas ligadas à inteligência artificial registraram forte queda nos mercados globais na última segunda (14), após declarações de executivos do setor sobre os riscos associados à velocidade de desenvolvimento da tecnologia.

Após Dario Amodei, CEO da Anthropic, defender uma redução no ritmo de desenvolvimento dos modelos de inteligência artificial, a posição recebeu o apoio de Sam Altman, CEO da OpenAI. 

Bernardo Pascowitch, apresentador do Resenha do Dinheiro, afirma que o episódio reforçou as preocupações em relação ao ritmo de desenvolvimento da IA.

O apresentador também citou declarações do ex-pesquisador da Anthropic, Jacob Coxon, que teria alertado para riscos extremos da tecnologia no horizonte de uma década.  

"Elas estão correndo a passos largos para a superinteligência autoaperfeiçoável e apostando com nossas vidas", disse Coxon em seu X, antigo Twitter.  

Segundo Pascowitch, esse caso mostra que as companhias estão cada vez mais em uma disputa acelerada, com mecanismos de contenção considerados insuficientes.

"As empresas de IA estão correndo umas contra as outras para ver quem será a grande vencedora e, de alguma forma, abriram mão de qualquer freio ético e moral", ressalta. 

Indiretamente, essa discussão sobre segurança e regulação impacta também o mercado e os investidores.

"Se iremos desacelerar a expansão da IA, como ficam todos os investidores do mundo apostando cada vez mais nesse setor que cresce ilimitadamente?", questiona.  

A preocupação é que a corrida, até então marcada por forte otimismo, enfrente uma disputa geopolítica entre EUA e China, avalia Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos.  

"Essa conversa já existe há bastante tempo, e o que os americanos dizem é que, se as empresas americanas desacelerarem, a China não vai desacelerar e, portanto, os Estados Unidos perdem essa corrida", ressalta.  

Diante desse cenário, Bernardo defende uma postura mais cautelosa por parte dos investidores.  

"Não acho que é um momento de comprar ação de IA. Acho que valorizou muito e é preciso dar um respiro antes das próximas oportunidades", orienta.  

Resenha do Dinheiro 

Realizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, o programa é apresentado por Marilia Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb e Thiago Godoy, o "Papai Financeiro"; e propõe uma abordagem leve, direta e descomplicada sobre temas ligados a educação financeira e investimentos. A atração aborda semanalmente os principais temas da economia com a informalidade de uma conversa entre amigos — sem abrir mão da análise. 


cnnbrasil


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