O ex-"American Idol", Caleb Flynn, 40, foi condenado à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional pelo homicídio qualificado de sua esposa, Ashley, segundo o que foi decidido pela juíza Jeannine Pratt nesta segunda-feira (5).
Ele também foi condenado a 9 anos de prisão por adulteração de provas e a 7 anos de prisão por agravantes relacionados ao uso de arma de fogo, todas as penas a serem cumpridas consecutivamente, ou seja, uma após a outra. Flynn, vestindo um uniforme laranja de presidiário e com os pulsos algemados, chorou ao ouvir a decisão.
A juíza Jeannine Pratt disse a Caleb Flynn que suas ações foram "abomináveis" e afirmou que ele usou sua posição na igreja para manipular outras pessoas. Pratt condenou veementemente o assassinato da esposa por Flynn, afirmando que ele não precisava terminar seu casamento com um homicídio.
A filha de 12 anos de Flynn disse a ele, em uma declaração lida no tribunal, quanta dor e sofrimento ele causou a ela e à família. E o pai de Ashley, embora tenha dito que a família perdoa Flynn, pediu ao juiz que o sentenciasse com a "pena máxima prevista em lei".
Os promotores argumentaram que o ex-participante do "American Idol" atirou fatalmente em sua esposa em fevereiro e simulou a cena do crime para parecer que um intruso o havia matado, apontando seu caso extraconjugal com uma colega líder de louvor de sua igreja como um possível motivo.
Em meio às lágrimas, Caleb Flynn se virou para a promotoria e negou ter matado sua esposa. "Infelizmente, menti sobre muitas coisas nos últimos dois anos, mas, estando aqui diante de Deus, que é meu juiz supremo, não estou mentindo. Eu não matei minha esposa", disse ele, virando-se para a direita para olhar para a promotoria. "Continuarei lutando pela minha inocência enquanto o Senhor me permitir. Eu não matei minha esposa."
Pouco antes de negar o crime, Flynn pediu desculpas pelos comentários "odiosos" que fez em mensagens de texto sobre sua esposa, Ashley.
"Do que mais me envergonho e me arrependo profundamente são das coisas horríveis que disse sobre Ashley", disse Flynn. "Eu a amava e a amo. Ela era minha esposa. Ela era linda e incrível de inúmeras maneiras."
Relembre o caso
O caso teve início nas primeiras horas da manhã de 16 de fevereiro, quando Flynn ligou para o serviço de emergência 911 para informar que sua esposa, Ashley, havia sido baleada e morta por um invasor desconhecido na casa do casal, em Tipp City, Ohio.
Os promotores alegaram que Flynn matou a esposa e forjou a cena do crime, apontando seu caso extraconjugal com uma colega líder de louvor de sua igreja como motivação. Durante o julgamento, os jurados visitaram a casa da família, assistiram às imagens das câmeras corporais dos policiais registradas na noite da morte de Ashley e ouviram mensagens enviadas por Flynn à amante de 24 anos.
"Fiquei acordado até as 4 da manhã ontem à noite chorando, literalmente pensando em maneiras de matá-la e não ir para a cadeia", escreveu Flynn em uma mensagem para a amante em agosto de 2025.
A acusação afirmou que Flynn queria atribuir a morte da esposa a um invasor "sem rosto" para manter o relacionamento com a amante, a guarda integral de suas duas filhas, seu emprego "lucrativo" na empresa da família da esposa e sua posição como líder de louvor.
"As provas não levam a algum invasor desconhecido que desapareceu durante a noite. Elas levam diretamente ao réu", disse Matt Joseph, promotor-assistente do condado de Miami, nas alegações finais.
Na alegação final da defesa, o advogado Patrick Mulligan afirmou que a acusação provou que Flynn teve um caso extraconjugal, mas não provou que ele matou a esposa, destacando que a arma do crime não foi encontrada.
Os veredictos de culpado representam uma grande queda para Flynn, que teve uma breve participação no programa "American Idol" há 13 anos.
CNN Brasil