A Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, no Rio Madeira, retomou as visitas gratuitas para o público por meio do programa Circuito Energia. A iniciativa, que ocorre aos sábados e domingos, oferece uma experiência que combina conhecimento sobre sustentabilidade, engenharia e energia, permitindo que os visitantes conheçam de perto a quarta maior usina do país.
Mais do que uma visita técnica, o passeio conduz o público pela história e pela estrutura da usina, destacando a geração de energia limpa na Amazônia. Segundo André Germano Vasques, gerente de Sustentabilidade da usina, a iniciativa busca aproximar a população da importância do trabalho realizado no coração do Rio Madeira.
Entre os participantes, um grupo de estudantes da Escola Major Guapindaia utilizou a visita como uma extensão da sala de aula. O professor de História, Joel Simar Sampaio, destacou que a grandiosidade da obra impressiona, mas também abre espaço para reflexões sobre a destinação da energia gerada. Já os jovens demonstraram encantamento com a nova perspectiva do rio. A estudante Ana Beatriz Lima comentou a emoção de ver o Rio Madeira, conhecido desde a infância, sob um ângulo inédito.
O estudante Augusto Teodoro também se mostrou impressionado com a infraestrutura, mas trouxe um olhar crítico ao relacionar o potencial energético local com o valor da conta de luz para a população.
Além da geração de energia, a visita guiada apresenta as soluções ambientais adotadas pela usina. O destaque é o sistema de transposição de peixes, que permite que espécies migradoras subam o rio para se reproduzir, contribuindo para a preservação da biodiversidade. O equilíbrio entre tecnologia e natureza é um dos eixos centrais do Circuito Energia.
As visitas são gratuitas e acontecem aos sábados e domingos. Os ingressos devem ser retirados antecipadamente pelo site da Santo Antônio Energia. A organização recomenda o uso de calças e sapatos fechados, seguindo as normas de segurança. A iniciativa oferece uma oportunidade de conhecer a força que move parte do país, gerada nas águas do Rio Madeira, em Porto Velho.
Natália Figueiredo - Portal SGC