Quando a temperatura cai, é comum sentir mais vontade de comer alimentos quentes e calóricos. Longe de ser apenas preguiça ou gula, essa reação tem base científica: o corpo precisa manter a temperatura interna em torno de 36,5°C e, para isso, trabalha mais. Coração e pulmões aceleram, e esse esforço extra exige combustível, ou seja, comida.
Estudos indicam que, no frio, o metabolismo pode aumentar até 10%, o que representa cerca de 200 calorias a mais por dia. O cérebro, por meio do hipotálamo — uma espécie de termostato interno — detecta essa necessidade e envia o sinal para comer. E não é qualquer alimento: o corpo pede carboidratos e gorduras, fontes de energia rápida.
De acordo com o nutricionista Leonardo Manfrin, essa demanda por alimentos mais calóricos é real e faz parte da resposta fisiológica ao frio. O problema não é sentir fome, mas sim o que se escolhe para matá-la.
Para evitar excessos, nutricionistas recomendam:
Como resume Leonardo Manfrin, o segredo não é ignorar a fome, mas entender o que o corpo está pedindo e fazer escolhas mais inteligentes.
Natália Figueiredo - Portal SGC