Rondônia

MPRO e MPF ajuízam Ação Civil Pública para garantir energia elétrica em comunidades isoladas em Rondônia

Ação Civil Pública pede medidas urgentes para evitar apagões que podem afetar cerca de 9,3 mil pessoas


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O Ministério Público de Rondônia (MPRO) e o Ministério Público Federal (MPF) ajuizaram, nesta quinta-feira (21/5), uma Ação Civil Pública coletiva com pedido de urgência para garantir a continuidade do fornecimento de energia elétrica em comunidades isoladas no estado.

A ação, assinada pela promotora de Justiça do Consumidor, Daniela Nicolai de Oliveira Lima, e pelo procurador da República Leonardo Trevisani Caberlon, foi protocolada na Justiça Federal e busca evitar novos apagões em distritos e comunidades ribeirinhas, quilombolas e rurais atendidas por usinas termelétricas operadas pela empresa Brasil BioFuels (BBF).

A ação foi proposta contra a União, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a BBF e a Energisa Rondônia. Segundo os Ministérios Públicos, cerca de 9,3 mil pessoas podem ser afetadas pela interrupção do serviço. Entre as localidades citadas estão os distritos de Calama, Demarcação, Nazaré e São Carlos, em Porto Velho, além de comunidades em Guajará-Mirim, Chupinguaia, Alta Floresta do Oeste, Presidente Médici e São Francisco do Guaporé.

Crise financeira e risco de apagão

De acordo com a ação, a BBF enfrenta crise financeira e dificuldades para manter a operação das usinas. O documento aponta atrasos salariais, falta de pagamento de direitos trabalhistas e problemas no fornecimento de combustível e peças para manutenção dos geradores.

Os Ministérios Públicos afirmam que a situação já provocou interrupções no fornecimento de energia em comunidades do Baixo Madeira. Escolas suspenderam aulas e unidades de saúde interromperam atendimentos odontológicos e serviços de vacinação em razão da falta de energia.

A ação relata ainda que a Aneel já havia identificado, desde 2024, o risco de descontinuidade do serviço e recomendado medidas para evitar o colapso do sistema.

Pedido de medidas urgentes

Na ação coletiva, o MPRO e o MPF pedem que a Justiça determine medidas imediatas para assegurar o fornecimento contínuo de energia elétrica nas localidades afetadas. Entre os pedidos estão a adoção de providências para substituição da empresa responsável pela operação e a realização de novo procedimento para contratação do serviço.

Os Ministérios Públicos também defendem que a Energisa Rondônia possa assumir temporariamente o fornecimento de energia, caso haja risco de interrupção do serviço, até a definição de uma solução definitiva.

Segundo a petição, a ação civil pública coletiva busca proteger direitos difusos e coletivos da população atingida, especialmente o acesso contínuo a serviços essenciais.

Impactos em serviços essenciais

O documento destaca que a falta de energia afeta diretamente o funcionamento de escolas, postos de saúde, conservação de alimentos e abastecimento de água nestas comunidades.

Os Ministérios Públicos afirmam que o fornecimento de energia elétrica é um serviço essencial e que o poder público tem obrigação de garantir continuidade, segurança e regularidade do atendimento.

Gerência de Comunicação Integrada (GCI)

Assessoria


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