Saúde

SGC TV: Jovem de 17 anos é a primeira da Região Norte a fazer cirurgia de alongamento ósseo pelo SUS em RO

Procedimento de alta complexidade corrigiu fêmur e tíbia, garantiu ganho de 10 centímetros e eliminou dores da paciente


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Emilly Joaquina, de 17 anos, moradora de Alto Alegre dos Parecis (RO), entrou para a história da medicina na Região Norte. Ela é a primeira paciente atendida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) a ser submetida a uma cirurgia de alongamento ósseo para tratamento de nanismo em Rondônia. O procedimento, realizado em julho no Hospital de Base, marcou o fim de uma longa jornada e a conquista de um sonho.

A cirurgia de alta complexidade corrigiu o fêmur e a tíbia, garantindo um ganho de 10 centímetros na estatura da jovem. Mais do que o aumento da altura, o procedimento devolveu o alinhamento correto dos membros, eliminando as dores que Emilly sofria. O sucesso do caso foi celebrado pela família com emoção e gratidão durante a retirada dos fixadores externos, que simbolizou a recuperação.

De acordo com o ortopedista Nelson Marquezini, a cirurgia representa um avanço significativo. "É com muita satisfação que a gente vê esse tipo de procedimento, que antes era restrito à rede particular ou a grandes centros, sendo realizado aqui, trazendo qualidade de vida para o paciente com nanismo. Após a cirurgia, o tratamento segue com acompanhamento até que ele esteja completamente recuperado e consiga realizar as atividades do dia a dia sem nada", explicou o médico.

Para o governo estadual, o êxito da operação é fruto de uma decisão rápida e do trabalho integrado da equipe de saúde. O secretário de Estado da Saúde, Jefferson Rocha, destacou a importância de oferecer a solução dentro de Rondônia. "Esse é o primeiro procedimento de alongamento de ossos que a gente faz pelo SUS. Quando nós recebemos a demanda dessa paciente, poderíamos ter transferido ela para outro estado, mas nos empenhamos em oferecer isso aqui. Conseguimos resolver o problema dela, melhorar a autoestima e diminuir o sofrimento", afirmou.

O tratamento, no entanto, não terminou no centro cirúrgico. A recuperação exige um acompanhamento rigoroso e multidisciplinar, que segue sendo realizado na Policlínica Oswaldo Cruz. O sucesso do caso abre portas para que novos pacientes tenham a mesma oportunidade sem precisar sair de Rondônia.

"Nós já dominamos a técnica. Já fizemos o primeiro procedimento. Os próximos serão mais fáceis. A gente quer oferecer isso para toda a população da nossa região", completou o secretário.

O caso coloca Rondônia em um novo patamar na ortopedia de alta complexidade, comprovando que o SUS pode ser porta de entrada para a inovação e a qualidade de vida. Para Emilly, um novo capítulo se inicia, escrito com mais saúde, dignidade e esperança.

Natália Figueiredo - Portal SGC


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