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Vacina contra HPV passa a ser indicada para crianças vítimas de violência sexual a partir dos 2 anos

Ministério da Saúde ampliou a recomendação diante do aumento de notificações de violência sexual entre menores de 9 anos


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Reprodução/Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Crianças a partir de 2 anos que forem vítimas de violência sexual passam a fazer parte do público indicado para receber a vacina contra o HPV. A mudança foi anunciada pelo Ministério da Saúde em nota técnica publicada nesta semana.

Até então, a recomendação para vítimas de violência sexual contemplava pessoas de 9 a 45 anos. Com a atualização, a vacinação foi estendida para crianças mais novas devido à vulnerabilidade desse grupo e ao aumento dos registros de violência sexual entre menores de 9 anos.

Casos aumentaram entre crianças

Dados citados pelo Ministério da Saúde mostram crescimento expressivo das notificações de violência sexual na última década, principalmente entre crianças.

Na faixa de 0 a 4 anos, os registros passaram de 1.671, em 2014, para 7.845 em 2024, um aumento de mais de quatro vezes.

Entre crianças e adolescentes de 5 a 14 anos, as notificações subiram de 6.594 para 29.135 no mesmo período. Já entre adolescentes de 15 a 19 anos, passaram de 1.632 para 6.869.

Segundo a pasta, os números reforçam a necessidade de ampliar estratégias de prevenção e proteção contra infecções sexualmente transmissíveis entre vítimas de violência sexual.

HPV está relacionado a diferentes tipos de câncer

O papilomavírus humano (HPV) é uma infecção sexualmente transmissível associada a diferentes tipos de câncer. Entre eles estão os de colo do útero, pênis, vulva, vagina, canal anal e orofaringe.

O vírus também pode provocar verrugas anogenitais e lesões nas vias aéreas superiores. De acordo com o Ministério da Saúde, essas condições podem gerar impactos clínicos, psicológicos e econômicos.

A pasta destaca ainda que crianças vítimas de violência sexual estão mais expostas a infecções sexualmente transmissíveis, incluindo o HPV. A possibilidade de novos episódios de violência também pode aumentar a exposição ao vírus ao longo da vida.

Além dos riscos relacionados às infecções, a violência sexual durante a infância pode estar associada a consequências emocionais, psicológicas e educacionais. Entre os problemas descritos pelo Ministério da Saúde estão dificuldades de aprendizagem, transtornos mentais e comportamentos que podem aumentar a vulnerabilidade às ISTs.

A ampliação da vacinação busca, portanto, incluir crianças menores de 9 anos vítimas de violência sexual entre as pessoas que podem receber proteção contra o HPV.

Agência Brasil


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