O príncipe Harry e sua esposa, Meghan, ficaram "surpresos" por uma carta enviada em nome do rei Charles, esclarecendo que eles não são mais membros ativos da família real e que permaneceriam como cidadãos particulares, informou o porta-voz do casal.
O duque e a duquesa de Sussex e seus dois filhos voltaram a morar no Reino Unido no mês passado, seis anos após deixarem as funções reais e se mudarem para os Estados Unidos, durante um período de afastamento e relações tensas com a família real.
O retorno foi uma surpresa até mesmo para familiares próximos; o pai de Harry, o rei, só foi informado dias antes de a notícia se tornar pública.
Em uma carta autorizada por Charles na segunda-feira (7), o Lord Chamberlain do Reino Unido, o oficial de mais alto escalão da Casa Real Britânica, afirmou ser de "conhecimento geral que, em janeiro de 2020, o duque e a duquesa deixaram de exercer funções representativas em nome do soberano e não são mais membros ativos da família real".
Essa posição "continuará sendo totalmente respeitada", disse o alto funcionário do Palácio na carta, que foi enviada a departamentos governamentais, às Forças Armadas e aos "Lord-Lieutenants", representantes do monarca em todo o Reino Unido, bem como à equipe do duque.
"Não há alteração no status atual do duque e da duquesa de Sussex", acrescentou ele.
Um porta-voz do casal disse que eles só foram informados pouco antes do envio da carta e ficaram surpresos com o ocorrido.
A carta afirmava que o status deles — acordado originalmente com a falecida rainha Elizabeth em 2020 — concedia ao casal autonomia pessoal "no que diz respeito à independência financeira e à proteção de sua privacidade, conforme desejassem".
"Consequentemente, não há alteração no status atual do duque e da duquesa de Sussex. O trabalho de caridade dos dois é uma questão pessoal de ambos, realizado em caráter privado", dizia o texto.
"Em suma, a posição deles é semelhante à de cidadãos particulares com interesses comerciais e filantrópicos."
O documento também deixa claro que quaisquer questões operacionais envolvendo o casal devem ser encaminhadas às autoridades policiais competentes.
Harry tem insistido para que o Ministério do Interior do Reino Unido restabeleça a segurança de sua família, custeada pelos contribuintes, a qual foi reduzida quando a família partiu para a América do Norte em 2020.
Desde que se mudaram para os EUA, o casal continuou a ganhar as manchetes: Harry acusou a família real de negligência, a imprensa tabloide de arruinar sua vida e o governo de não fornecer a proteção policial automática que lhe permitiria retornar ao país.
Um comitê responsável por definir o nível de segurança a ser oferecido a ele com recursos públicos deve se reunir nesta semana para decidir qual proteção ele receberá agora que sua família retornou ao Reino Unido.
Eles também fecharam diversos acordos comerciais, sendo o mais notável com a gigante do streaming Netflix, enquanto Meghan lançou uma marca de estilo de vida chamada "As Ever".
CNN Brasil